Too much man repeller

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NOOO, This is so much man repeller

Eu adoro o estilo “man repeller”, adoro roupas oversized, calça cargo, boyfriend, cenoura, saurel e estilo Aladim, com punho na barra.  Adoro moletom, jaqueta jeans largona e tênis de lantejoula. Adoro usar o cabelo vermelho e laranja pegando fogo. Adoro unhas azuis, verdes, pretas. Batom roxo, azul, preto. Meias com sandálias, brilhos espelhados e beber até cair.

Acho mesmo super legal essa proposta da Leandra Medine (que está no Brasil), do blog Man Repeller, de vestir o que está afim sem se importar com o que os outros pensam. Eu meio que tento fazer isso diariamente, apesar de ser bem difícil quando se mora com os pais e se trabalha em escritório. Mas ainda assim eu tento. E daí estive pensando, pq não consigo gostar do estilo dela, se me identifico com suas ideias?

A conclusão que cheguei é justamente que é porque o estilo é DELA, e ainda bem que somos todas diferentes, cada uma com seu estilo, referências e escolhas. Eu não entendo muito bem quem se inspira nela para se vestir, mas entendo totalmente quem leva em consideração às ideias dela e seu desapego em agradar quem está na volta (o que, pelo visto, tem o efeito inverso, acaba assim mesmo agradando).

Já entrei diversas vezes no blog Man Repeller, já tentei me inspirar em algumas tendências. Mas gente, não dá! Me sinto um ET, sinto que estou indo contra as blogueiras que tanto me trazem inspirações, e me sinto totalmente contraditória, uma vez que me inspiro nelas, e elas se inspiram em Leandra Medine.

Se tudo é adaptação, vou apresentar aqui algumas modas man repeller que eu curto e algumas que não curto.

Talvez eu esteja mesmo ainda muito presa a conceitos e não consigo enxergar além, mas acho as roupas dela muito bregas. Parece que ela pegou tudo que tinha no guarda-roupa e botou por cima. E olha que costumo fazer isso, mas ela faz no nível máster! hehehe Tenso.

Tipo isso, que pra mim chega ao nível da bizarrice:

NO
NO.

Já esses até que eu curti e talvez usaria. Mix de estampas, botas longas com saia, sobreposições. Eu curto, de verdade!

OK
OK.

Acho que o problema é porque é tudo muito solto e misturado. Ou muito simplório. Ou muito esculhambado. Não sei. Ela chega a ser uma caricatura de si mesma, não parece natural. Parece forçado (na minha humilde opinião).

Porééém, e pra tudo há um porém nessa vida, acho essa proposta dela super genial:

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E é exatamente esse o princípio que uso na hora de me vestir. Penso assim: “hey, isso tá muito arrumadinho, muito Paty. Não tá a minha cara!” E meto um casaco mais pesado pro cima, ou um coturno, ou umas meias coloridas e saio feliz. E aí está a minha maior identificação com ela.

Apesar de eu não curtir seus looks, acho ela é super autêntica. Usa o que tem vontade, sem filtros da mãe, da vó, da vizinha ou da chefe. E esse é o meu grande sonho, de um dia poder ser sem filtros assim e sair pra rua como eu bem entender, sem ficar pensando que vão me achar uma louca, ou ter medo de passar pela minha mãe na próxima esquina e ela me mandar pra casa tirar as meias rasgadas. haaha

Ela conquistou seu espaço justamente por meter a cara a tapa, assumir sua personalidade e ser diferente. Ser o que é, gostem ou não. E por isso merece todo o seu sucesso.

Mas, não me odeiem por isso! Se alguém aí ama Leandra Medine, me ensine a amar também. Me mostre seus reais motivos. Porque eu entro no blog dela, e descubro que ele também é Lu reppeler… 😦

Alguém aí que me entende? Tem que ser muito, muuuito fashion.

Um dia eu chego lá! o/ ou não também…

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Inspiração do dia: Franja curtinha

Eu adoroo franja, já usei curta algumas vezes, na altura das sobrancelhas, e sempre mantenho a parte da frente do cabelo mais curto. Na verdade não lembro da última vez em que tive o cabelo inteiro, deve ter sido ainda na adolescência.

Tudo isso pra dizer que a minha relação com franjas é antiga e duradoura. É amor incondicional.

A última vez em que usei franjinha foi em 2012, e desde então seguidamente me dá uma vontade incontrolável de cortar de novo. Por isso, quando vi que as franjinhas bem curtas ressurgiram me deu super vontade de ter uma assim. Retrô e mega estilosa, essa franja é só pras autênticas e forte. E é lindoo, não é?

Vem ver:

franja1

franja2 franja3Cadê coragem, gente?

O que vocês acham dessa moda?

 

Beijos, e bom findi ❤
Lu

Ah, e sigam meu snap: lurighi

Cup of courage

coragem1“Ouse, ouse… ouse tudo!!
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos,
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda… a roubá-la!
Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!”

— Lou Salomé

Para tudo na vida é preciso coragem, até mesmo para se vestir. Há dias em que estou inspirada, e vejo no meu armário incríveis possibilidades dos mais diversos looks. As combinações vão sendo processadas rapidamente na minha cabeça e os looks se formando lindamente diante dos meus olhos em uma relação mágica com o meu armário.

Nesses dias, quero sair com as peças mais legais, quero extravasar, montar combinações improváveis, misturar peças jamais pensadas. Fazer mix de dourado com prateado ou de cinza com marrom (o que pra mim é um grande desafio).

Mas há fases em que o desânimo bate e parece que nada anda bem, dias em que me sinto sem coragem para enfrentar o mundo. Em que prefiro não chamar atenção, ficar quietinha no meu canto sem ser percebida por ninguém. É nesses momentos que a minha inspiração se esvai, não tenho “saco” pra escolher looks, me sinto insegura para ousar, e o combo jeans, camiseta e sapatilha básicos voltam a protagonizar meus dias. Esses dias são, estranhamente, os mais desconfortáveis. Porque sinto que falta alguma coisa, me sinto incompleta, estranha. Como se a zona de conforto, em vez de colorida, fosse pintada em preto e branco.

Quando eu morava em Porto Alegre, que é uma cidade grande onde existe todo tipo de pessoas que se vestem de todas as formas já inventadas, sendo só mais uma no meio da multidão, me parecia mais fácil ousar. No interior é preciso ter coragem para, primeiro passar pelo julgamento familiar, depois dos amigos, dos colegas de trabalho e de todas as outras pessoas que transitam pelas ruas. O mundo aqui é mais conservador e resistente à novidade. As modas demoram a chegar, as pessoas demoram a se acostumar com o que lhes parece estranho.

E esse desencorajamento muitas vezes toma conta de mim. Me parece mais fácil voltar ao básico, não chamar atenção e não ter que passar pelos olhares reprovadores, que me intimidam e repreendem. É preciso estar disposta para receber elogios e críticas. Aceitar, muitas vezes, o pesado fardo de ser o centro das atenções. Elogios também podem ser inibidores. Quem nunca se pegou dando explicações diante de uma crítica, ou até mesmo de um elogio? “Essa roupa é antiga”, “Comprei super barata” ou “Testei essa nova combinação, mas estou ainda na dúvida se está ok”. Quem nunca?

Às vezes é mais fácil ser igual a todo mundo do que assumir a nossa própria individualidade e autenticidade. É cômodo. Ainda assim, tento não me deixar abalar pelas opiniões alheias. Prefiro continuar sendo eu mesma, e acho que a roupa que usamos diz muito do que temos por dentro. Com ela, comunicamos nosso estado de espírito, passamos mensagens sobre nós mesmos e causamos um impacto nas pessoas. E isso é bom!

Não, não precisa também virar uma árvore de Natal e misturar todas as peças de uma vez se isso não tem nada a ver com o teu estilo. Sair da zona de conforto nos mostra apenas que as possibilidades de combinações são infinitas, e temos escolhas diante delas. É possível fazer do básico algo mais interessante, imprimir um pouco de personalidade no nosso dia a dia. Grande exemplo disso é a Gisele Bündchen, e seu normcore, super básica e ainda assim cheia de vida e personalidade. Muitas vezes, um acessório, uma make arrasante ou um sapato incrível já bastam pra sair do lugar comum.

A roupa implica na autoestima e na autodescoberta. O ritual de vestir diário mexe com a criatividade e pode otimizar as possibilidades dentro do nosso armário ao mesmo tempo em que nos inspira para novas combinações e inspira também quem está ao redor. Isso tem a ver com atitude e com confiança, o que reflete diretamente em como encaramos a vida e cada novo dia.

Que tal começar hoje a fuçar no teu armário, redescobrir tuas roupas e tua própria personalidade? E de quebra se conhecer melhor.

O ato de se vestir tem que ser leve, divertido, mas acima de tudo libertador. Não existe certo e errado já que as escolhas são individuais e intransferíveis. E, a partir delas, é possível se sentir poderosa e muito mais segura para enfrentar o mundo. Um dia nunca é igual ao outro.

E é isso que eu tento mostrar aqui no blog, que as possibilidades estão aí, pairando sobre nossas cabeças. É preciso reconhecê-las, cogitá-las, se identificar com elas. E isso só é possível testando e se permitindo.

Não, eu não quero viver à margem. Toda nova manhã é preciso tomar nossa xícara de coragem para enfrentar o mundo. É preciso ter coragem para ser.