O yoga e o momento presente

Comecei a fazer yoga no ano passado e ele me ajudou a virar uma chavinha interna que trouxe uma mudança importante na minha vida. Nessa mesma época, comecei a acompanhar no youtube pessoas que têm um estilo de vida minimalista, e isso fez com que eu repensasse também algumas atitudes. Estou longe de ser uma pessoa minimalista, mas tenho tentando ter mais consciência da minha vida e ações.

CONSCIÊNCIA. Essa é palavra-chave que tem mudado a minha forma de ver as coisas.

No yoga a gente trabalha muito o momento presente. Se desligar de tudo para entrar em um estado profundo de concentração, alcançar uma forte consciência corporal, prestar atenção em cada respiração, cada movimento, sem nenhuma preocupação externa. Nada mais importa, já passou. Para isso, é preciso limpar a mente e afastar os pensamentos. “Deixa que passem, não se atenha em nenhum deles”.

O minimalismo propõe um caminho semelhante, fazer somente o que nos faz bem, ter somente o que nos traz felicidade, focar no momento sem dispersões, não acumular – coisas, emails, afazeres, pensamentos. Tudo que seja excessivo, que não nos faça bem, que nos traga atitudes obsessivas. Desapegar. E principalmente valorizar seu tempo.

São coisas bem diferentes, mas com um ponto em comum. O foco e a valorização do tempo e do momento presente.

Isso me coloca frente a frente com muitas atitudes impensadas que costumo ter no meu dia a dia. O quanto me distraio com coisas menos importantes. O quanto fico ansiosa pelas coisas que preciso fazer. E o quanto tenho prazer em comprar algo novo quando as coisas não estão saindo como o planejado. E após a compra, em vez da alegria, a culpa e a frustração. A sensação ruim não passa, as vezes até piora, pois gastei um dinheiro desnecessário, que poderia ter guardado para um momento mais especial ou importante. Uma viagem, talvez!

Eu não costumo comprar coisas que não uso, mas muitas vezes compro além do que preciso, e me dou conta justamente porque demoro a ter oportunidades de usar. Mesmo assim, sempre dou um jeito de botar tudo em uso. Só que, assim, percebo que tenho coisas demais.

Sou dessas pessoas ansiosas, que quer fazer 200 coisas ao mesmo tempo e não conclui nenhuma. Abro várias janelas no Chrome juntas, começo a ler um texto e não termino, começo um trabalho, e começo outro e começo outro. Isso vai nos deixando frustrados, parece que o tempo não rende e que não fizemos nada. Por isso, essa consciência do tempo presente, do valor do tempo traduzido no dinheiro que eu trabalhei para obter, na produção que não tive, no quanto esse tempo pode ser precioso depois, me mostra o quanto procrastinar pode ser algo prejudicial, assim como gastar mais do que posso ou me distrair com coisas menos importantes.

A teoria é muito bonita, mas na prática é uma mudança muito difícil. Ao menos para mim. A concentração é algo que nos exige muito, por isso quero começar a usar o Método Pomodoro para vencer meus desafios diários. Listas também podem facilitar o nosso dia a dia, pra que nenhuma tarefa seja esquecida. E a consciência do momento presente, ela é conquistada aos poucos, a medida que vamos entendendo que a vida acontece agora e que cada minuto é importante, é vida. Não adianta ficar remoendo o passado, ou pensando no que pode acontecer no futuro. O futuro virá!

Se organizar, descobrir o que realmente precisa e o que é supérfluo. Descobrir o que se gosta de fazer e o que é um fardo. Avaliar a rotina. Valorizar dons e colocá-los em prática. Desapegar do que faz mal. Essa é a consciência que quero ter.

A vontade já tenho, pode ser um passo enorme para as coisas darem certo, para que eu evolua nas asanas do yoga, no trabalho e na vida. Afinal, somos os únicos responsáveis pelas nossas vidas. E cada ato é uma escolha. Façamos as melhores escolhas.

Namastê.

 

 

 

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A saia de couro fake e o meu armário funcional

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Lá estava ela, a saia preta. Plena, linda, infalível, estampada na vitrine da loja Lolita do shopping Melancia Mall em Rivera- UY. Ela estava estampada, mas não era estampada. Era pretinha como a noite, básica, comprimento ideal, bolsos utilitários. A saia era de couro fake mas daqueles que parece couro de verdade, com ranhuras e espessura à altura e vestia com maestria a magérrima manequim que fazia pose e olhava pra mim. Era um chamado de sucesso.

Fui ao shopping no domingo à noite para jantar, olhei despretensiosamente para a saia. Mas no outro dia ela matutava na minha cabeça como um martelo: “É perfeita, a marca é boa, é muito a minha cara, vale a pena, vou usar muito nos meus looks diários, pode ser super útil pra algum evento noturno também. É coringa, vai com tudo!” Mas as vezes a gente se engana. Já me deixei levar por esses meus papos anteriormente e eles são bem convincentes. E por conta disso estou lá cheia de peças novas que eu precisava muuuito, e que ainda nem tive a oportunidade de usar.

A SAIA:

 

De 2016 pra cá decidi fazer compras mais conscientes. Apesar de seguir preferindo os outlets e liquidações pra dar uma economizada na hora da compra, deixei de consumir roupas baratex em fast fashions só para ter mais um blusinha da moda. Ao menos estou tentando deixar, tanto que cheguei a ficar de 3 a 4 meses sem comprar nos últimos 2 anos mais de uma vez e por conta disso tenho menos parcelas no cartão e estou conseguindo juntar mais grana para viajar.

O fato é que há alguns meses minha vida deu uma reviravolta, comecei a namorar e minha rotina mudou consideravelmente. Troquei as noites em bares por noites assistindo filmes. Substituí a balada de sábado por fins de semana na estância (ou fazenda, como preferirem). Troquei até mesmo as aulas de spinning na academia pelo yoga (ok, isso não foi por causa do namoro). Os encontros com as amigas se tornaram eventuais e as festas estão escassas. Essas coisas de gente que namora. E, acreditem, isso teve um impacto direto no meu guarda-roupa.

De lá pra cá o tênis branco que comprei há pouco está sempre sujo, as botinhas de salto não tem mais serventia, as saias mini e mais ajustadas foram para o fundo do armário. Foi um processo natural. Minha vida mudou, estou muito feliz, mas tendo um trabalho imenso para readequar meu guarda-roupa. As vezes fico confusa e me deixo levar pela emoção na hora da compra, e acabo adquirindo peças que já não são ideias para o meu dia a dia.

Eu nunca gostei de ter roupas específicas para festas e outras para o dia. Tento colocar o máximo de peças em uso diariamente, e quem já leu parte desse blog sabe que eu faço a maior mistureba nos meus looks para criar novas possibilidades e oportunizar que todas as peças do meu guarda-roupa possam ir para a rua (olhem a pasta Eu por mim mesma do meu Pinterest). Mas trabalhar em um escritório com pessoas que usam todos os dias seu jeans e camisetas básicos as vezes é complicado para quem quer ousar e muitas peças ficam lá esperando seu momento de ver a luz fora do armário. Mesmo assim eu tento não perder a minha personalidade e me vestir do jeito que eu gosto, mesmo tendo que me manter dentro de certos limites do dress code.

Organizando minhas coisas de uma forma que consiga ter acesso fácil à todas as peças, e tirando aquelas que não tem mais a ver com o meu estilo de vida (não todas porque algumas acredito que ainda terei oportunidades de usar), comecei a me dar conta que não adianta ter uma armário com roupas modernas e maravilhosas, e uma saia de couro preta perfeita, se ele não for funcional para a MINHA rotina. Afinal, que tipo de roupas eu preciso hoje? E quais roupas que eu tenho agora no guarda-roupa realmente cabem na minha rotina?

Assim, chego a conclusão que eu querer comprar um sapato lindo com salto agulha vai ser um dinheiro posto fora, já que não terei muitas oportunidades de usar (ou talvez praticamente nenhuma). Por sorte, o salto já não estava mais protagonizando o meu cotidiano já havia um tempo e os Louloux, de sapatos colecionáveis, viraram peças de arte para serem admiradas à distância agora pra mim. E assim, a saia maravilhosa que seria a princesa do dia, se torna a bruxa má que vai fazer eu gastar meu dinheirinho em algo que provavelmente usarei muito pouco e será mais uma peça para ficar encostada no meu armário esperando sua vez.

Por isso, preferi fazer uma lista de coisas que realmente serão úteis e indispensáveis para mim nessa fase da vida (como um tricô de cachemire e uma botinha escura, sem salto), para que eu possa aproveitar ao máximo sem a culpa de ter comprado uma roupa que não vou conseguir usar. Além disso, a organização serviu para resgatar roupas que estavam esquecidas e adaptá-las aos meus novos looks, dando novas caras e possibilidades para elas.

Muitas saias pretas maravilhosas ainda cruzarão o meu caminho, e espero estar preparada para encará-las de frente e dizer: obrigada, mas no momento eu não preciso de ti.

Pessoas que inspiram a minha vida

Galeria

Esta galeria contém 5 imagens.

Existem pessoas com quem, por algum motivo, a gente se identifica. Pessoas que irradiam luz própria, que falam coisas que a gente queria ter falado. Que, por pura convivência, nos fazem mais criativas e espontâneas junto com elas. Sua influência … Continuar lendo

I love boots: Achados

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Eu amo botinhas, e aproveito o inverno pra usar e abusar dessa moda. Tenho muitas e quero muuuito mais! Como eu estava atrás de mais uma pra minha coleção, andei olhando as opções disponíveis pela web, e estou apaixonada por várias. Por isso quis compartilhar aqui com vcs os meus achados. Algumas com bom preço, outras nem tanto. Mas todas lindas demais. FotorCreated     1. Coturno Tanara marrom com dourado 2. Coturno Tanara Marble Grey 3. Coturno Desmond 4. Bota Santa Lolla Villa Preta 5. Bota Louloux Enterprise 6. Bota Louloux Medievo 7. Bota Biker Santa Lolla 8. Bota Colcci Tressê 9. Bota Schutz Rocker Black

Óbvio que após essa busca toda, acabei comprando alguma, né? E a escolhida foi o coturno cinza da Tanara que tá super na promoção. É muuito amor! ❤

FotorCreatedNão tenho conseguido postar muito no blog, mas estou com saudades e cheia de ideias novas!

Beijos!

Cult Bazaar e Ora+: Achadinhos de passeio

Galeria

Esta galeria contém 13 imagens.

Hoje estava eu passeando despretensiosamente no Parque Moinhos de Vento, mais conhecido como Parcão, aqui em Porto Alegre, quando me deparo com uma feira incrível na Rua Comendador Caminha, junto ao parque: o Cult Bazaar – Moda Design e Comportamento, … Continuar lendo