Coisas minimalistas que eu sempre fiz e não sabia

Sempre me considerei uma pessoa muito vaidosa, consumista e um pouco impulsiva. Quando via algo que eu gosto, geralmente preferia nem pensar e já sair comprando, depois pensava nas consequências, tipo Delírios de Consumo de Beck  Bloom, sabe? Ok, exageros a parte,  mesmo com pouca grana, acabava me endividando um pouco para comprar coisas q muitas vezes eu nem precisava. E isso tem me feito refletir, botar no carrinho e só tomar a decisão de compra no dia seguinte. Quando vou a uma loja, vou determinada a comprar as peças certeiras, isso ajuda a não meter o pé na jaca.

Estou falando tudo isso porque tive uma mudança de atitude na minha relação com as compras já faz um tempo porque queria economizar para poder viajar mais. Em paralelo, tenho doado muuita coisa e vendido outras. Assistindo diversos vídeos sobre minimalismo, descobri que tenho seguido alguns princípios minimalistas mesmo sem querer. E, mesmo muito longe de me tornar uma pessoa minimalista, tenho diversas atitudes que fazem parte da minha vida e do meu dia a dia que vão de encontro com essa tendência. E, juro, isso me deixou muito feliz!

Então resolvi compartilhar aqui no blog os momentos minimalistas:

1 Nunca compro aplicativos

Com tantos aplicativos legais e gratuitos e os dias cheios, nunca senti a necessidade de comprar um aplicativo. Sou dessas que sempre dá um jeitinho e arranja aplicativos e programas de computadores similares para chegar aos resultados que quero. Dá um Google aí, gente!

2 Não gasto com faxineira, pedicure e depilação

O que eu posso fazer sozinha, prefiro não pagar pelo serviço. Aprendi a fazer as unhas quando fui morar fora e a grana era curta pra estar gastando a toa. Eu não valorizo uma unha tããão bem feita, então… A faxina nem se fala, na capital uma diarista era inviável, e eu preferia botar a mão na massa e ficar com uma graninha extra para sair com os amigos. A depilação veio depois, no início foi um pouco difícil, não ficou tão direitinho, mas peguei o jeito rápido e a cada 20 dias estou lá dando os retoques. Bom, é questão de prioridades, e essas não são as minhas.

3 Não frequento lavanderias

Lavanderia também entra na linha da faxina, a menos que seja um cobertor muito pesado ou um vestido de festa impecável, nunca gasto com lavanderia, prefiro lavar minhas próprias roupas.

4 Compro maquiagem só quando preciso

Blush usado como sombra e como blush

Eu já tive uma quantidade absurda de maquiagens, não podia ver um novo quarteto de sombras e não levar para casa. Tinha 5 rimels, 3 lápis e 4 delineadores, mil sombras e 10 blushs. Só que comecei a me dar conta que tudo estava ficando vencido e eu não estava conseguindo usar. Então simplesmente parei de comprar. Hoje ainda tenho muitas sombras, mas mantenho todas as minhas maquiagens em uma caixa pequena, e procuro manter somente o que está em uso. Além disso, tenho apostado muito em produtos multi-tarefas. Adoro usar uma sombra como iluminador, ou o blush como sombra, isso também ajuda a acumular menos e carregar menos coisas na bolsa.

5 Não compro lançamentos de produtos eletrônicos

Quando vou comprar um novo aparelho celular, busco um modelo intermediário, com um preço razoável, mas que possa me render no mínimo 1 ou 2 anos de uso sem prejudicar o meu dia a dia. Prefiro manter os produtos eletrônicos até estragar, para daí sim procurar outro. Isso para TV, celular, computadores, a menos que fiquei realmente muito antigos, daí não tem jeito, tem que trocar!

6 Costumo comer em casa e carregar lanchinhos

Uma coisa que tenho feito ao longo de anos é tirar os embutidos e comidas prontas da minha dieta. Eles são cheios de conservantes, sódio e porcarias. Também nessa de estar sempre com a grana curta, não tenho o costume de comer muito fora, porque acabo achando um gasto desnecessário. Então, carrego sempre meus lanchinhos que compro muito mais barato no supermercado, ou faço em casa. Dou preferência pra frutas e produtos mais naturais que, consequentemente, não geram lixo.

7 Só tenho roupas que eu realmente uso

Ok, isso é super difícil e muitas vezes acabo descobrindo peças que adoro e uso pouco. Quando isso acontece, já separo aquela roupa para ser usada imediatamente, e invento algum look com ela. Se vejo que não vai ter jeito, já descarto. Outras coisas resolvi vender, já que são peças novas, caras, que tiveram pouco uso e já não tem mais a ver comigo. Para aproveitar ainda mais meu guarda-roupa, gosto de misturar estampas, texturas e peças improváveis. Isso torna as possibilidades quase infinitas. Eu adoro uma promoção, mas tenho procurado também comprar roupas de qualidade, assim duram mais e não precisa ficar trocando toda hora, é difícil resistir a uma blusinha nova de R$20, mas estou tentando – meta do ano!

Tô me achando suuuper minimalista depois dessa lista. Lembrando que minimalismo não é o que a gente usa, e sim uma forma de simplificar a vida!

Cliquem aqui e para visitar minha lojinha no Enjoei.

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Muito além das aparências

Hoje eu quero lançar moda. Hoje e todos os outros dias da minha vida. Quero inventar, sentir, vestir e sair por aí causando, contagiando as pessoas com um pouco de mim. Há quem diga que moda é coisa para pessoas frívolas, que não tem mais o que fazer. Que é pura futilidade. Eu discordo. Porque é por meio da moda que eu me expresso.

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Por mais que alguém jure não gostar de moda, duvido que passe ileso por ela. Muitas vezes sem perceber, somos influenciados pelo mundo a nossa volta, pelos amigos, TV, internet, pelos nossos ídolos. Tudo que está em voga no momento. Tudo o que está em sintonia e mexe conosco. Pode parecer um contrassenso, mas a forma como nos utilizamos da moda nos define socialmente. É uma maneira de exteriorizar nossas preferências e valores culturais dentro daquele tempo e espaço. De se integrar e desintegrar político, social e sociologicamente. O tempo todo somos lidos sem precisar dizer palavra, estamos constantemente nos expressando.

Tribos criam sua moda, padronizam-se, como forma de identidade e inclusão no grupo. Como disse o sociólogo Zygmunt Bauman, ‘ela fornece um modelo para a constante troca de identidades de nosso mundo’. Mas, ao contrário do que muitos pensam, a moda pode ser uma forma de expressão democrática, reafirmando a individualidade como ser único e pensante uma vez que buscamos a nós mesmos em meio às araras abarrotadas de modismos.

Desculpa-me decepcioná-lo, mas a cada manhã, quando abres o teu armário, estas fazendo moda. A roupa que usamos reflete quem somos, nossa personalidade, humor, estado de espírito. Incorporamos ideias, misturamos elementos criando combinações provavelmente muito diferentes das imaginadas pelo estilista que os criaram e que, juntos, nos tornam do jeitinho que somos. Tu vestes as tuas próprias escolhas. Só que todo o tipo de vestimentas vendidas por aí, da loja de grife à feirinha da esquina, um dia foi pensada na indústria da moda (e quem viu o filme O Diabo Veste Prada sabe). Agora, escolher como usufruir dela é o que vai fazer a diferença.

Não é preciso seguir tendências, mas, querendo ou não, nos valemos delas para encontrar o que realmente nos identifica e faz sentido naquele momento. E isso muda o tempo todo. E nos dá a oportunidade nos renovar e auto afirmar diariamente, além de dar um upgrade na autoestima a cada nova combinação. Porque ter referência e transitar por diversos meios é o segredo para sermos autênticos.

É por isso que eu sou a favor da moda. Ela me encanta como forma de arte, de expressão que vem de dentro para fora, mesmo que inconscientemente. Talvez o grande problema esteja nos que tentam compor um personagem. Quem sabe são esses os verdadeiros escravos da moda. Pra mim, ser livre não é tentar ser o mais simples possível para ‘fugir da moda’, mas sim assumir a minha personalidade independente do julgamento alheio. Moda é evolução e resgate, impulsiona a nossa revolução. Modas vêm e vão, o que fica somos nós mesmos.

Ps: Hoje resolvi propor um momento de reflexão aqui no blog e compartilhar crônica que escrevi pra uma coluna que faço semanalmente pra um jornal daqui de Sant’Ana do Livramento. 

Esse texto teve total inspiração no vídeo Já Pensou, da Cris Guerra.

Já parou pra pensar que você é seu próprio estilista? Que ao acordar você se prepara para um desfile diário, voluntário ou não, e ao se vestir faz suas escolhas? Já parou pra pensar que, assim como o estilista elege cores, formas, texturas, estampas, você seleciona as suas entre o que está disponível por aí? Que, como os estilistas, você também é influenciado pelo mundo que está à sua volta e pelo seu próprio humor, pelas alegrias e tristezas, dias de tédio ou paixão? Que ao fazer uma simples combinação de cores, texturas, estilos, você está mostrando a sua forma de ver a vida? Já parou pra pensar que a moda pode ser futilidade quando dela somos escravos, mas pode ser arte quando a usamos como forma de expressão? Que a escolha de uma roupa para vestir não precisa se pautar por ela ser ou não tendência, mas por combinar ou não com você? Já parou pra pensar em novas combinações para velhas peças? Já parou pra pensar que tem dias que a gente é criativo e, em outros, alguém já foi criativo por nós, e isso facilita? E que nessas horas você veste a sua admiração por um artista? Já parou pra pensar que o seu guarda-roupas é a sua coleção? Que a moda pode ter tanta inspiração quanto um quadro, uma escultura, uma música, um filme? Que a moda pode ser arte andando por aí? Já parou pra pensar que a moda pode ser uma forma de acentuar sua individualidade, e não de uniformizar pessoas? Já parou pra pensar que moda é, acima de tudo, beleza? Um jeito bonito de viver? É fantasia no meio do cotidiano. É transcender a utilidade da roupa e colocar poesia nela. É a oportunidade de ser novo a cada dia e, ao mesmo tempo, ser mais você. Já parou pra pensar que a moda, como a arte, torna a vida mais suportável? Eu já.” CRIS GUERRA

Mais referências, aqui.

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Loja da Louloux em Porto Alegre

Nesta sexta, 30 de agosto, fui conferir o lançamento da loja Louloux no Shopping Iguatemi, em Porto Alegre. Não é de hoje, e quem me conhece sabe, que sou fã dos sapatos colecionáveis Louloux. Tudo porque são quase exclusivos, coloridos, cheios de atitude e ainda sustentáveis. Quer mais?

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>> SITE DA LOULOUX

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Então, qual não foi minha surpresa quando descubro que a marca é uma sociedade do namorado de uma das minhas melhores amigas, e todos esses sapatos lindos vêm da mente criativa e inspiradíssima de seu primo Cristiano Bronzatto.

Por essas e outras, não pude deixar de estar presente na inauguração dessa loja mais que esperada pela mulherada louca por sapatos e contar tudo aqui pra vocês.

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P1090716 A loja está linda, cheia de personalidade e os sapatos, um mais incrível que o outro, sempre surpreendendo e encantando as consumidoras pela autenticidade, sua marca registrada.

O que mais me chamou atenção durante o evento foi a quantidade de sapatos da marca nos pés das convidadas. Que exibiam com orgulho seus modelos anteriormente adquiridos.

Entre os modelos expostos, esses foram os meus favoritos da noite:

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Os sofás, no maior estilo casa de vovó ryca, esperam as mais estilosas e elegantes gurias para experimentar os belos modelos, com o máximo conforto digno da realeza.

Um mix pra lá de excêntrico, juntando tendências vintage, com toda a modernidade e originalidade dos produtos nas prateleiras.

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E a vitrine é puro luxo:P1090725 Tem bolsas também!!P1090723-vert

Totalmente fora de qualquer padrão esperado, os produtos são feitos com materiais sustentáveis, a partir do reaproveitamento de retalhos de couro, veludo, camurça, entre outros materiais.

Segundo Bronzatto, os sapatos são criados de forma limitada, no mínimo 12 e no máximo 24 modelos de cada, e as variações de cores podem acontecer, mas não se repetem. Por isso, se tornam praticamente exclusivos e é bem difícil encontrar um igual ao teu desfilando por aí.

Os preços são bem condizentes com o trabalho quase artesanal dedicado a cada modelo e variam entre R$100 e R$350, com promoções ótimas eventualmente e a cada troca de estação.

A marca gaúcha era vendida somente pela internet, na loja virtual, e em lojas temporárias que aconteciam mensalmente em Porto Alegre e ainda acontecem em São Paulo e outras cidades Brasil afora. Mas as gurias daqui queriam mais, muito mais Louloux em suas vidas. E a inauguração da loja foi só uma consequência.

O Cristiano, criador da marca, concedeu uma entrevista bem legal para o blog do Iguatemi, no qual o shopping dá as boas-vindas à Louloux. Ele conta que sua a grande sacada é a independência. “Não temos agência e não temos campanha, a equipe trabalha e cria tudo junto. Tudo o que criamos vem com uma paixão pela inovação e sustentabilidade.” Confere a entrevista completa aqui.

A Stalkers desejam vida longa e muuito sucesso à Louloux!! As apaixonadas por sapatos agradecem!

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