Inspiração do dia: HALLOWEEN

O Halloween sempre me inspira e eu entro no clima rapidinho. Já pego logo um livro com histórias de terror e mistério, visto roupas divertidas, uso todos os filtros do stories do insta, snapchat e afins, e olho filmes e séries assombrosas. No ano passado foi American Horror Story.

Por isso, quis fazer um compilado das minhas inspirações do dia, e que já vêm me inspirando durante todo o mês de outubro.

ASSISTIR STRANGER THINGS

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OLHAR PELA MILÉSIMA VEZ O ESTRANHO MUNDO DE JACK

USAR UMA CAMISETA DO JACK (ou de outro personagem que a gente ama)

LER UM LIVRO DE TERROR

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MAKE OLHO TUDO, BOCA TUDO

Porque hoje pode

USAR SAIA LONGA E CHAPÉU

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USAR ROUPAS COM CAVEIRAS

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USAR CAMISETA DE BANDA
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ESCUTAR MARILYN MANSON, NIGHTWISH E OUTRAS BANDAS QUE INSPIREM O MOMENTO

 

Happy Halloween!

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Neuromancer: o livro que construiu o futuro

Desde que ouvi pela primeira vez a palavra ciberespaço, eu já sabia que era nele que eu queria trabalhar. Ciberespaço é um universo virtual criado no livro Neuromancer, de William Gibson, que depois virou sinônimo de internet. O livro de ficção-científica se enquadra no “gênero ficcional cyberpunk, e une informática e inquietações histórico-filosóficas com tramas cheias de ação e violência” que acontecem num futuro apocalíptico extremamente tecnológico. E é sobre ele que vou falar nesse post, pq nem só de roupas e makes é feito esse blog, e a leitura é uma das minhas grandes paixões.

Neuromancer é um livro genial, fruto da imaginação incrível de seu autor. Ele conta a história de um cowboy virtual (hoje seria um hacker) chamado Case que vivia pelas ruas de uma cidade devastada em um futuro obscuro cometendo pequenos crimes. Ele foi resgatado por Molly, uma samurai com implantes oculares e lâminas sob as unhas para uma missão na Matrix.

Sim! Este livro foi o que inspirou os filmes Matrix, e todos os seus desdobramentos. O livro é bem diferente do filme, mas a ideia é a mesma. A Matrix é como uma cidade virtual onde as coisas acontecem melhor do que na vida real. Aliás, durante toda a leitura, tive dificuldades de identificar quando os personagens estavam na Matrix ou não.

O livro foi lançado em 1984, tem um dialeto próprio inventado pelo autor e é preciso ter muita imaginação para acompanhar a confusa e mal escrita (ou mal traduzida) história. Apesar de considerado datado, ele traz uma impressionante projeção do futuro. Muita coisa realmente não aconteceu conforme o livro, nem poderia mais. Mas em tantas outras ele acertou na mosca, ou chegou muito perto.

Nele, fax, telefones com fio, disquetes, papel e muito neon se misturam com naves espaciais, viagens à órbita da terra como se fosse logo ali, pessoas com membros biônicos, carros que te levam ao endereço certo sem sequer um motorista e ainda conversam contigo e até uma espécie de Google, onde é possível fazer buscas de todas a notícias do momento num equipamento chamado Hosaka. Em alguns momentos visualizamos Case com seus dedos “voando sobre o console” como se jogasse um videogame, em outros, ele está tão dentro na Matrix, que podemos enxergá-los fisicamente ao lado do flatline Dixie, um construto do cérebro de um hacker já morto. A sensação é essa, de estar o tempo todo dentro de um videogame.

E vai dizer, essa coisa de mentes copiadas em ROM, robôs que criam vida e dominam os humanos, e todo o lado negro que os avanços da tecnologia podem ocasionar é muito Black Mirror!

No fim do livro, tem uma crítica incrível de uma jornalista da PUCRS, Adriana Amaral. Ela descreve Neuromancer como um “colapso do futuro no presente. Pós-humanidade. Obsolência do homem. Globalização. Espetáculo e consumo”. Acho que estamos realmente muito próximos dessa ideia de futuro. Um livro que mistura citações, intertextos, paródias e colagens da cultura pop e da história da ficção científica e nos leva pra dar uma volta no lado selvagem da guerra das gangues pelo domínio do ciberespaço.

Uma coisa que gostei muito é o protagonismo e a força das mulheres na história. Que descreve cada personagem feminino como extremamente inteligentes, inventoras, lutadoras. No fim das contas, são elas as que comandam a porra toda!

Através da personagem Molly, Gibson inverte o papel dos gêneros masculino e feminino. Enquanto Case toma um papel passivo durante o curso da história em suas incursões pelo cyberespaço, Molly é a epítome do “leão-de-chácara”: mesmo não sendo imponente e retendo qualidades femininas, ela é fisicamente forte, durona, sem remorsos, ganhando a vida como guarda-costas/mercenária. Praticamente um trabalho de homem, certo? Não no mundo de Gibson, e não no nosso.” The Laughing Man

Genial e tão atual, né?

Apesar de toda a confusão mental e o nó na cabeça que esse livro me proporcionou e de ter demorado muito para engrenar na leitura, tendo que voltar diversos capítulos muitas vezes, estremeci e arrepiei nas últimas linhas.

Como descreveu o autor Cory Doctorow, “Neuromancer não previu o futuro. Neuromancer criou o futuro”.  Só lendo para saber!

(música do U2 em homenagem ao livro)

 

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