Estilo. Cada um tem o seu

estilo-al-vestir

Vejo muita gente dizer que não se interessa por moda, e se negar a acompanhar sites que dão dicas para facilitar a nossa vida na hora de nos vestir. Essas mesmas pessoas tem um guarda-roupa abarrotado, não sabem como usar suas roupas e acabam usando sempre as mesmas, tendo muita coisa parada no fundo do armário.

Cada vez mais vejo que a moda existe, especialmente nos dias atuais, não para ditar regras, mas para ampliar as nossas possibilidades de fazer combinações, usar tecidos, texturas e formatos. Ela auxiliar a misturar tendências, básicos, clássicos e desenterrar aquelas peças esquecidas no fundo do guarda-roupa. Abre caminhos para novas ideias e nos ajuda a fazer render o que temos no armário. E aí eu penso: Meu Deus, como eu não tinha pensado nisso antes?

Ao menos é assim que vejo a moda.

O conceito de estilo dentro daqueles 7 tipos que conhecemos: tradicional ou clássico, contemporâneo ou elegante, natural ou básico, criativo, romântico, sexy, moderno ou dramático, já está ultrapassado. A gente não precisa se enquadrar em nada – e como eu sempre digo, daria um nó na cabeça de quem tentasse me rotular em algum estilo (e disse isso neste post lá o insta). Sinceramente, acho que em uma única semana consigo passar por todos eles (inclusive, assim que o frio amenizar um pouquinho por aqui, vou fazer uma semana com uma foto de cada estilo, sem perder a minha essencia – acompanhem o @stalkerdemoda).

No post eu contei que nunca gostei de oncinha, pq achava brega e coisa de perua. Até que percebi (e as minhas referências de moda me ajudaram muito nesse processo) que o problema não era a estampa, mas a forma como ela é usada. E que se eu usar do meu jeito, fazendo combinações que fujam dos esteriótipos, não vou levar comigo esse rótulo de perua brega (não que a pessoa não possa querer ser uma perua brega. Se gosta do estilo, pode e deve). Tudo depende muito da forma como usamos e do nosso jeitinho que inserimos no look.

37061168_1773623549350687_7054489053604872192_n

A moda é um guia que nos abre caminhos para estar sempre inovando nosso estilo, e nunca cair no tédio. Por isso gosto tanto da moda e do que ela representa. A moda não é pra escravizar, é pra libertar! 😀

Anúncios

Como usar cores no inverno?


O color blocking voltou com tudo nessa estação, e todo aquele minimalismo dos looks brancos e neutros dos últimos anos parece que ficou pra trás. No clima anos 80, tudo é permitido, e a gente percebe o quanto as cores podem combinar, sim!

Combinar cores opostas da cartela funciona super bem, assim como cores parecidas, da mesma família, sobrepondo uma outra que faça contraste. Essa fórmula ainda ajuda a dar uma alongada.

Os cachecóis são ótimas opções para quem tem medo de ousar muito, e a combinação vermelho e rosa (que pode ser o clarinho ou o pink) que estava super em alta no verão, continua com tudo nos dias frios.

Nível hard

Aqui vale tudo e toda a mistura de cores é bem vinda. Mesclar cores contrastantes é a pedida para um look fun e super ousado.

Nível intermediário

No nível intermediário, cores mais apagadas tornam tudo mais fácil, fazendo com que as mudanças de cores fiquem mais fluidas. Casacos mais sóbrios dão uma escondida no colorido, tornando tudo menos chamativo.

Nível facinho

Pra ficar fácil, o segredo é buscar roupas de tons semelhantes ou da mesma cartela e contrapor com uma peça mais sequinha, que equilibre a composição. Pra quem quer ir devagar no colorido, uma boa pedida é apostar nos acessórios como bolsas e sapatos.

DICA: Os sapatos vermelhos estão muito em alta nesta estação e podme ser combinados com peças básicas, neutras e também coloridas, como preferir!

Saiba mais aqui e aqui.

Como apostar no look comfy

Desde a minha adolescência, nos saudosos anos 90, que eu sou apaixonada por moletom. Gostava quando chegava a Páscoa, e o outono iniciava para poder tirar o do armário essas delícias. “Melhor época do ano é esses dias frescos que pedem um moletom quentinho”.

Agora, tantos anos depois, essa pegada esportiva voltou com tudo, e o estilo confortável, soltão e despreocupado, bem como o usado no final dos anos 90, está de volta com tudo.

Tudo over é a pedida da vez, e quanto mais comfy melhor.

As calças de moletom combinadas com tênis e botas estão nas ruas para não nos deixar mentir. E os tricôs são certeiros para combinar com elas. É muito amor ❤

Os looks coloridos também têm vez na era comfy, e podem ser combinados a vontade. E as calças de listras laterais vieram para ficar.

Pra dar uma levantada no look, nada como tecidos mais nobres e sociais. Mas tudo tem que seguir a linha oversized, pra manter o mood mega soltinho e gostoso.

Complementos mais estruturados como jaquetas jeans e casacos fazem um contraponto interessante e deixam tudo menos esportivo. Mas não menos agradável: ao corpo e aos olhos.

Meu look de ontem

Essa tendência é tudo na vida!

Tem coisa melhor do que estar na moda e mega confortável?

O MUNDO NOS TRANSFORMA: agora o stalker é também IG

A vida é uma evolução constante. É muito louco como aquilo que valia tanto em um certo momento, depois de um tempo já não nos diz mais nada, não nos representa mais. A gente vai mudando, repensando conceitos, se reinventando. E isso mostra a nossa evolução, nossa reflexão sobre o mundo e como ele (e as coisas que acontecem nele) também refletem sobre nós.

Junto com a gente, a moda tá sempre mudando também. E a criatividade humana não tem fim. Num dia estamos usando calças saintropez, em outro dia com o cós super alto, num dia os casacos são oversized, em outro mais ajustados. Muito disso é para estimular o consumo, como sabemos, mas também é uma forma de experimentação, de podermos fazer parte das mudanças e entender onde a nossa roda da vida pára, o que gostamos realmente, o que não serve pra nós, qual o nosso verdadeiro estilo. E o mais legal disso tudo, é que ele também pode ser mutante!

Sempre vi a moda como uma forma de expressão, de se comunicar com o mundo. Lá no início do blog, um pouco contrariada, eu queria mostrar tudo o que estava na moda, mesmo coisas que eu não usaria, porque achava que as pessoas deviam poder escolher o que usar. Depois, comecei a perceber que o meu blog precisava mostrar somente o que faz sentido pra mim. E trazer soluções, mostrar como estou lidando e como me posiciono com o que não me serve. E assim foi!

Agora, o Stalker mudou. De novo! E vai mudar ainda mais, porque eu vou mudar. Sou super aberta a mudanças, acho que aí está a verdadeira evolução, entender o nosso momento atual, se readaptar. Mas tudo precisa do seu tempo para acontecer e devemos respeitar o nosso próprio tempo. Hoje esse novo tempo chegou pra mim.

Na verdade, o blog vem mudando não é de hoje, os conteúdos, as formas de mostrar minhas ideias, meus gostos e combinações que estão sempre em movimento, sempre se renovando e refinando (e esse refinando não é no sentido de ficar mais fino/ chique, mas se refinando ao que tem a ver comigo mesmo, ao meu jeito). Mas a essência continua sempre a mesma e a minha personalidade está marcada em cada conteúdo.

Minha ideia aqui é cada vez mais trazer ideias, soluções, assuntos que estão matutando na minha cabeça e olhares diferentes sobre o mundo e a nossa forma de interferir nele. Especialmente por meio da moda.

Essa nova identidade visual, criada pela designer Ana Paula Righi, não por coincidência minha irmã – que inclusive já teve uma participação super ativa no início do blog e que me conhece como ninguém – reflete muito sobre mim. Meu jeito despojado e leve de ser, não gosto de nada muito certinho, mas estou sempre me adaptando às diversas situações que a vida apresenta, equilibrando. As asas, que lembram uma borboleta quando unidas, são cópias das tatuagens que tenho nas canelas, e demonstram esse meu jeito livre e despretensioso de ver a moda e todas as coisas ao meu redor.

Estou sempre cheia de ideias e gosto muito de dividir com vocês! Por isso, decidi criar o instagram do Stalker, mostrando um pouco mais sobre mim, meus looks e as milhares de formas possíveis de usar as tendências que estão por aí. Além de tudo o que faz parte do meu universo, livros, lugares, momentos. E o mais legal, tudo verdadeiro, do jeitinho que tem que ser. Me acompanha lá: @stalkerdemoda.

A vida fake do instagram e outras mídias

8v4lgokxbwhhkdnlusds9rw6f

Já faz um tempo que tenho pesquisado bastante sobre uso do instagram e como tornar o feed mais atrativo, pois estou querendo lançar o instagram do Stalker.

Ouvir as dicas e descobrir o que tem por trás das fotos me gerou uma certa frustração, já que comecei a perceber que as fotos postadas por blogueiras, instagramers, youtubers e afins são totalmente produzidas, raramente mostram momento reais e até as roupas que as pessoas usam são fake.

Gosto de seguir a blogueira Flavia Desgranges, do blog Fashion Coolture porque me identifico com as dicas de mix de estampas e alguns looks dela. Já tinha percebido que as roupas que ela usava nas fotos eram complicadas de trazer pro dia a dia. Muito salto fino, shorts, vestidos brilhosos, e também muitos contrastes como casacos de lã com saia curta, sem meias. Mas como cada pessoa tem a sua rotina, acredito que é possível existir que realmente conseguem usar essas peças durante o dia.

A minha dúvida perdurou até poucos dias atrás, quando ela fez uma mega limpa no armário e publicou tudo no Enjoei. Muitas peças lindíssimas, que ela tinha falado super bem, prometido que usaria muito, estavam lá: “usada somente para fotografar”. Ainda por cima, não acho uma atitude legal vender roupas ganhadas. Decepção total!

Além dela, muita gente que tem aqueles feeds padronizados no instagram, em que todas as fotos têm o mesmo filtro ou ajuste, também fica guardando fotos antigas de shootings, se monta somente para a foto, depois se desmonta. O que não é legal. Não faz sentido!

Insta significa instantâneo, gram é um sufixo grego que significa “escrito” ou “gravado”. Isto é, o instagram serve para guardar instantes. Precisa ser espontâneo para fazer sentido. Ok, pode até ser programado, mas porque não ser verdadeiro? Fotografar o look do dia de verdade, a mesa de trabalho, o copo de suco. Toda essa criação fake que estamos vivendo me lembra muito o primeiro episódio da terceira temporada do Black Mirror,  Nosedive (Queda livre), em que as pessoas faziam exatamente isso, montavam momentos e pessoas fictícias para ganhar likes. É muito assustador. É muito Black Mirror!

Eu ainda quero ter um instagram do Stalker de Moda, e quero que ele seja bonito. Mas principalmente, que ele seja real. Que transmita mensagens verdadeiras, dicas que sei que são usáveis porque eu realmente uso, que mostre quem eu sou de verdade, as minhas inspirações, fórmulas, locais por onde passo, vida real.

O real pode ser tão bonito quanto o inventado. Outro dia ouvi a youtuber Luciana Levy falando que é preciso ver beleza nas coisas, que um singelo banquinho do quintal do prédio pode ter sua beleza se bem explorado.

Eu amo os looks que uso no meu dia a dia, alguns mais, outros menos. Só faz sentido pra mim mostrar algo se eu realmente to usando, se aquela roupa está fazendo sentido pra mim. Chega de fake news, quero me inspirar em gente de verdade!