O romantismo e a polêmica dos esmaltes #homensrisque

segurando-flores

Oi gentes!

Não costumo fazer polêmica neste humilde blog, mas depois de toda essa repercussão internet afora sobre os esmaltes “Homens que Amamos” da Risqué, resolvi dar os meus pitacos por aqui também.

Pra começar, acho que os esmaltes estão passando mesmo dos limites com seus nomes bizarros e sem cabimento, mas ok, vamos lá.

Após muita leitura de protestos espalhados pela rede e algumas conversas com amigas, das feministas às mais ortodoxas (pq sempre gosto de ouvir vários lados), tirei algumas conclusões sobre o tema. Antes, quero dizer que eu nunca fui uma feminista de carteirinha, tenho estudado bastante sobre o movimento, concordo com muitas coisas e acredito que toda mulher é um pouco feminista, uma vez que quer ter liberdade para ser o que quiser, e quer ser respeitada acima de tudo.

Mas também, em outras questões ainda titubeio um pouco, como o lance das cantadas de rua e do aborto, afinal, eu não sei se esse último é um problema exclusivo da mulher e do seu corpo, uma vez que envolve outras coisas também, tipo, uma vida. Mesmo assim, considero-me, digamos, uma simpatizante do movimento. Especialmente no que tange que homens e mulheres são diferentes em muitas coisas, e essas diferenças devem ser repeitadas, mas ainda assim devem ter os mesmos direitos, oportunidades e liberdade de escolha, sem julgamentos.

Bom, dito isso, vamos ao caso. Estávamos nós aqui em nossos cantos, ocupadas com nossos trabalhos, lares, estudos e quando vamos conseguir fazer a unha, quando a Risqué lança mais uma linha de esmaltes (com cores lindas, diga-se de passagem) e toda a polêmica #homensrisque se instala. Na linha de esmaltes ‘Homens que amamos’ tem João disse eu te amo, Guto fez o pedido, Zeca chamou para sair, Fê mandou mensagem, André fez o jantar, Léo mandou flores.

risqué

Primeiro, eu queria dizer que concordo em partes com os protestos. Tudo bem, tem coisas que não podem mesmo ser consideradas o máximo, quando é o mínimo que o cara pode fazer. Tipo lavar a louça quando a mulher cozinha ou cozinhar quando ela lava a louça. Mas quem não gosta de uma jantarzinho especial, feito com carinho pelo namorado? Eu tinha um namorado que era extremamente machista em diversas questões, entre elas, queria me afastar das minhas amigas solteiras e que eu aposentasse as minha saias acima do joelho (e esses são alguns dos grandes motivos por que não estamos juntos hoje). Ainda assim, quem fazia o jantar era sempre ele, e aí?

Eu até posso mandar uma mensagem pro cara que estou afim, e mando mesmo, sem problemas. Mas não é muito melhor receber? Qual mulher não espera ansiosa por uma mensagem no dia seguinte depois de ficar com um cara legal? Qual mulher, mesmo podendo ela mesma propor, não preferiria que o pedido viesse do noivo?

Acho que o machismo é algo muito mais grave do que fazer o jantar uma vez ou todos os dias. Além do mais, acho que essa guerra de sexos acaba endurecendo muito a sociedade, como se tudo fosse uma afronta ao nosso corpo, a nossa liberdade e a nossa inteligência. Outra: não acho que a Risqué quis dizer que mulheres SÓ tem o assunto “homem” pra falar, e sim que esse é um dos assuntos queridinhos das mulheres. E não é?

Daí eu pergunto, onde fica o romantismo nisso tudo? Porque homens não podem ser gentis, puxar a cadeira, mandar flores? Eu não considero a gentileza e a conquista como formas de desmerecimento, e muito menos de opressão, por eu ser mulher. É a tal “dança do acasalamento”, onde os dois estão ali, sensualizando e curtindo o momento para encantar o outro. Eu gosto disso. Acho isso muito natural e saudável, desde que não haja forçação de barra.

Acho que as coisas não precisam ser levadas ao pé da letra, nem serem tão radicais. Hoje em dia, tudo é ofensa e isso me assusta um pouco. Sejamos mais leves e mais tolerantes. E será melhor pra todo mundo.

A Risqué se pronunciou dizendo que “todo tipo de discussão positiva e que está sempre atenta aos comentários de seus consumidores”

 

Deixo aqui pra vcs os links de alguns textos que já escrevi com a minha visão sobre o feminismo e sobre as repressões do “politicamente correto”:

Aceito críticas!

E vcs, o que acham sobre isso?

Bjos,
Lu

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