Percebo que muitas pessoas curtem moda, mas tem dificuldades de trazer elementos dos trends para o seu dia a dia. Insegurança, preconceito, vergonha, timidez, autocrítica, são alguns dos motivos q as levam a deixar de elaborar seu visual, mantendo-se na zona de conforto. Por isso, acho que já está mais do que na hora de contar aqui a minha história com a moda, que possivelmente começou de uma forma muito parecida com a tua!

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Sou uma guria comum, do interior, que durante a adolescência lia capricho e admirava pessoas populares e “descoladas”. Apesar de buscar me incluir nos grupos, não fazia questão daquele tênis que todo mundo usava, até preferia algum mais diferente. Também, diferente da maioria das pessoas, sempre gostei de usar minhas roupas das formas mais variadas possíveis, evitando as mesmas combinações.

Quando comecei o curso de Comunicação Social, no ano 2000, mudei de cidade, e tive contato com pessoas das mais diversas tribos e estilos. Eu também queria fazer parte daquilo. Desde então, sempre quis ter uma mudança de atitude, mas me sentia engessada pela crítica alheia. Ter atitude é muitas vezes confundido com rebeldia, e nunca foi esse o meu propósito.

Especialmente as pessoas mais próximas, estranhando tua nova apresentação, passam a elogiar excessivamente, fazer piadinhas ou lançar olhares de reprovação, o que acaba muitas vezes desencorajando à mudança. Minhas duas trocas de cidade, e as diversas trocas de emprego me deram a oportunidade de começar de novo. Longe dos olhos acostumados e críticos das pessoas próximas, sem interferências externas, já que mudavam as pessoas, o ambiente, a vida, me permiti ser autêntica. Sem filtros e limites, ser quem eu realmente queria ser. E eu consegui!

Li há pouco tempo no livro De Abismos e Vertigens, da Carol Teixeira, algo que eu já sabia há muito tempo. Que somente conseguimos ser nós mesmos no momento em que nos afastamos do nosso meio. Só assim soltamos as amarras e recuperamos a nossa genuína essência. Foi o que eu fiz.

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Só que, por mais paradoxal que possa ser, pessoas que curtem moda acabam destoando das demais. Talvez por serem as precursoras de certos estilos no local onde vivem, já que muitas vezes a moda demora para ganhar as ruas. Eu, particularmente, gosto de inventar meu próprio estilo, misturando tendências e criando algo que tem a minha cara. Prefiro não usar rótulos e estereótipos para compor meus looks, e me dar ao luxo de usar os estilos pré-definidos a meu favor. Eu não sigo só um estilo, e nem quero seguir! Sou totalmente camaleona quando o assunto é estilo.

Sou fãzona dos looks rocker (até porque sou defensora da causa) e encantada pelo estilo ladylike/ cute, dos quais abuso sem medo. A combinação dos dois estilos é exatamente a minha cara! Gosto também de adotar alguns elementos hippies e boho/ folk, especialmente nos acessórios, e fujo com veemência do periguetismo. Desculpa quem curte, mas realmente essa sensualidade beirando ao vulgar passa longe de mim.

Abandonei o hábito de me deixar influenciar pelos outros. Busco minhas próprias influências e sigo somente o que acredito! Depois disso, passei por uma espécie de libertação. Hoje, todos aceitam que sou como quero ser, e muitas amigas me pedem conselhos sobre moda. Foi algo que conquistei, e de que me orgulho muito!

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Mas, paralelamente, acredito muuito em referências. Mais uma contradição que se tornou totalmente coerente quando entendi que são elas a alavanca criativa para que eu possa me descobrir cada vez mais. Saber o que eu realmente gosto, me identifico, como ajo e reajo. Agregando um pouquinho daqui, um pouquinho dali, dou o tom da minha atitude mais legítima. Tenho muita consciência de que são as referências que me tornam autêntica.

Lendo blogs e buscando todo o tipo de informação na internet, comecei a valorizar meu guarda-roupa, a abrir minha mente para novas combinações, a comprar peças mais acertadas e aproveitar outras muito antigas para criar looks atuais. Essa coisa de brincar com a moda me permite ser quem eu quiser e, pra mim, a hora de me vestir se torna algo quase lúdico e fantástico. Nunca me considerei uma pessoa muito criativa, mas nessas horas, sinto minha criatividade viva, em seu ponto máximo. É um momento de pura inspiração!

Há um tempo, venho adotando a máxima de usar todas as minhas roupas no dia a dia, todas possíveis, sem preconceitos. Assim, utilizando as mesmas peças tanto para looks diurnos, como pra eventos e baladas, mas com combinações totalmente diferentes. E nunca, nunca meeesmo, deixo de usar uma peça que compro, por isso só compro roupas que tenham muito a minha cara. Só que também respeito os ambientes, e sei adequar meus looks para que eu me sinta totalmente a vontade, dependendo do lugar que frequento.

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Todas essas coisas que aprendi, com a vida e com outras blogueiras e revistas, é o que tento dividir aqui no blog! Espero que tenham gostado da minha história!!

Só tenho um conselho pra dar: te inventa, tu também. Descobre o teu estilo, deixa aflorar tua personalidade, tu pode ser quem tu quiser! E também não te preocupa tanto com os outros, nem te deixa ficar cega e bitolada com a moda. É o melhor que podemos fazer por nós mesmas!

Não seja quem os outros querem que tu sejas, e sim quem tu quer ser!! Tem uma frase do filósofo Friedrich Nietzsche que diz: Torna-te quem tu és. É nisso que acredito! 🙂

Quem gostou ou de alguma forma se identificou, deixe seu comentário aqui. Vou adorar saber o que acharam e como se sentem!!

Bjos.
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10 comentários em “Minha história com a moda: a invenção do eu

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